A experiência de Jessica Moura no Miss Afro marcou uma mudança profunda na forma como ela se enxergava. O processo despertou sua voz, fortaleceu sua identidade e ajudou a ressignificar experiências do passado.
Atual representante do projeto, Jessica participou da Academia de Miss em diferentes momentos. Primeiro, esteve no Miss Suzano. Depois, retornou para o Miss Afro e encontrou novas respostas sobre sua própria história.
“Eu não me conhecia, as minhas vontades e sonhos”
Jessica conta que passou boa parte da vida dedicada aos papéis que exercia para outras pessoas. Mãe, filha, esposa e profissional, ela demorou a olhar para seus próprios desejos.
“Sou uma mulher negra que, por muito tempo, ficou inerte em um mundo que aprendeu a só seguir o fluxo, a servir, a se dedicar aos outros e sempre deixar de lado suas vontades. Minha voz queria sair, mas não tinha forças.”
Ela foi mãe aos 16 anos. Aos 21, descobriu sua vocação profissional como nail designer e passou a buscar qualificação na área.
“Até então eu me conhecia como mãe, filha, esposa e profissional, mas não me conhecia, as minhas vontades e sonhos.”
Foi justamente o autoconhecimento, um dos pilares da metodologia da Academia de Miss, que abriu espaço para uma nova percepção.
“Através da metodologia da Academia de Miss, fui me descobrindo, fui me ouvindo, me aventurando em coisas novas e fui escutar minhas raízes e meu poder como mulher negra.”
Do Miss Suzano ao Miss Afro
Conhecer a Academia de Miss também fez Jessica ampliar sua percepção sobre outras mulheres e suas histórias.
“Conhecer a Academia de Miss foi um grande presente. Através do Miss Suzano, participei e conheci mulheres e histórias incríveis.”
A experiência despertou novas perguntas. Jessica começou a refletir sobre sua identidade, sua força e aquilo que poderia compartilhar com as pessoas ao seu redor.
Ela seguiu esse processo mesmo depois de concluir sua participação no Miss Suzano. Em novembro, retornou para o Miss Afro.
Entre uma experiência e outra, passaram-se sete meses. Nesse período, Jessica percebeu que já não era a mesma mulher.
Quando a dor deixou de definir a história
Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando Jessica precisou revisitar acontecimentos importantes de sua vida.
Ela levou algumas situações que já havia compartilhado anteriormente. Dessa vez, porém, percebeu uma diferença fundamental: aquelas lembranças já não provocavam a mesma dor.
“E ali eu vi que já não doía mais. O que eu tinha para falar era o que eu fiz com as dores, em que eu transformei elas.”
A percepção representou uma mudança importante em sua relação com o passado. Assim, Jessica passou a olhar para sua história não apenas pelo que viveu, mas também pelo que construiu a partir dessas experiências.
“E o resultado foi incrível: uma mulher forte, confiante e determinada, que resolveu ir atrás da felicidade dela, tanto na vida pessoal, amorosa e financeira.”
Hoje, ela reconhece essa transformação na própria maneira de viver.
“Hoje sou outra mulher depois do processo junto com a Academia de Miss.”
Uma mulher que se tornou referência
A transformação também mudou a forma como Jessica percebe sua presença na vida de outras mulheres.
Ela conta que continua incentivando outras pessoas a se conhecerem antes de buscar respostas fora de si. Além disso, percebe que passou a ser uma referência para amigas e até para crianças que convivem com ela.
“Hoje continuo incentivando outras mulheres a se descobrirem antes de querer conhecer o próximo.”
Jessica também fala com carinho sobre a liberdade de assumir sua personalidade.
“Posso ser quem eu quero ser e sou e, mesmo assim, as pessoas me admiram como eu sou: doida, feliz, falante, extrovertida, dançante, mulher e preta.”
Essa relação com a própria identidade resume parte importante da experiência que ela viveu. Para Jessica, reconhecer quem é também significa ocupar espaços sem abrir mão da própria essência.
Miss Afro celebra representatividade e identidade
Com produção independente desde 2021, o Miss Afro busca fortalecer a representatividade da mulher preta e a luta antirracista. O projeto integra a metodologia humanizada da Academia de Miss.
A proposta não estabelece padrões estéticos nem exige experiência anterior. Além disso, valoriza diferentes histórias, trajetórias e formas de expressão.
O projeto é destinado a mulheres negras de 20 a 50 anos, residentes no Alto Tietê. Assim, a iniciativa cria espaço para novas experiências de autoconhecimento, representatividade e desenvolvimento pessoal.
Cerimônia do Miss Afro 2026
A experiência de Jessica também poderá ser acompanhada na cerimônia do Miss Afro 2026, marcada para 24 de outubro, às 17h46, no Theatro Vasques, em Mogi das Cruzes.
Os ingressos estão disponíveis com as participantes e também pelo link divulgado pelo projeto: bit.ly/MissAfro2026.
Para quem deseja conhecer a proposta da Academia de Miss, vale acompanhar o perfil oficial. Novas experiências estão previstas para 2027, incluindo projetos e um workshop preparatório voltado ao autoconhecimento.
Prestigie a cerimônia, conheça as histórias das participantes e acompanhe o trabalho da Academia de Miss.
💎 Jessica Moura com fotos May Rabello, beleza Edina Feliciano e vestido Casa Quiziri.
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